Para entender o jornalismo mercadoria, não podemos nos esquecer de falar da indústria cultural.
Com a substituição do mecanismo de impressão, a urbanização, o capitalismo, alfabetização da população, a fotografia e a caricatura, o jornalismo surgiu como indústria cultural.
O conceito de Indústria Cultural foi cunhado pelos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer, filósofos da Escola de Frankfurt na obra Dialética do esclarecimento.
Os autores criaram o termo Indústria Cultural para definir a conversão da cultura em mercadoria. O conceito não se refere aos veículos (televisão, rádio, jornal, etc), mas ao uso dessas tecnologias por parte da classe dominante. A produção cultural e intelectual passa a ser guiada pela possibilidade de consumo mercadológico.
Depois, com a implantação da propaganda em suas publicações, o jornalismo passou a se sustentar dos lucros que a publicidade rendia e os patrocínios se tornaram cada vez mais comuns nas redações. Esse é o chamado jornalismo mercadoria.
Concluindo: A relação entre jornalismo mercadoria e indústria cultural, não se trata somente de denominar a cultura como produto, mas de colocar o jornalismo como fonte de divulgação dessa cultura, que, por meio dos editoriais e revistas especializadas, vendem a novidade ao público e rende lucros à empresa jornalística e a empresa cultural.
Na sexta feira publicaremos um vídeo que mostra a relação da banda The Beatles e a Indústria Cultural, mas enquanto a sexta não chega, aqui vai uma pequena equação ilustrada para aqueles que ainda não entenderam:

arte/cultura + veiculação da mídia = lucro para mídia e artista.
Pesquisas e Texto: Ana Paula Pascoaletto e Camila Ribeiro
Arte: Ana Paula Pascoaletto
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