A imagem é artifício fundamental do jornalismo. É com as fotografias e filmagens que, muitas vezes, se comprova a veracidade de uma notícia.
O primeiro registro fiel de um evento a ser divulgado são os daguerreótipos obtidos pelos irmãos Natterer em 1841, retratando a procissão de centésimo aniversário de Joseph II, em Viena.
O fotojornalista Mathew Brady, no século XIX, fotografou a Guerra de Secessão. Naquela época a fotografia não era, nem de longe, portátil, e os fotógrafos precisavam se locomover com as chamadas “carroça-estúdio” para transportar todo o material necessário.

Desde 1880 as revistas ilustradas utilizavam a fotografia em suas publicações. Nos jornais diários, as fotos passaram a ser utilizadas a partir de 1904, no inglês Daily Mirror. A fotografia no jornalismo trouxe uma nova maneira do público tratar a informação, o que culminou na profissionalização do repórter fotográfico, mas apenas em 1930 o conceito de reportagem fotográfica estaria estabelecido.
Em 1947, na França, surgiu a idéia do fotojornalismo independente. A Agência Magnum, fundada pelos fotógrafos Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David Seymour e George Rodger, foi a pioneira do movimento que buscava: liberdade de pauta, discutir os trabalhos realizados, se aprofundar nas reportagens e, sobretudo, lutar pelos direitos autorais e a posse dos negativos originais.
- No Brasil, em 1900 é publicada a Revista da Semana, o primeiro periódico ilustrado da história do país.
A partir da década de 1940, O Cruzeiro mudou o padrão das revistas ilustradas baseando-se na imprensa do exterior. A nova tendência implantada pela revista obrigou outras publicações, como a Fon-Fon, a modernizarem seu estilo. Estabelecia-se o fotojornalismo nacional.
David Nasser e Jean Manzon, foi a primeira dupla do fotojornalismo brasileiro. Realizaram muitas “grandes reportagens” como a “Japoneses e Chineses”, em 1945, para O Cruzeiro, na qual pretendiam ensinar os brasileiros a distinguir um japonês de um chinês.
Desde então, a fotografia tem lugar garantido nos jornais e revistas do mundo todo, e é cada vez mais aprimorada com os novos equipamentos e a alta tecnologia.
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Olá Ana! Adorei a sua postagem.
A revista O Cruzeiro inovou desde o seu lançamento em 10 de novembro de 1928 pela qualidade de suas imagens e pegou os concorrentes de surpresa com uma tiragem de 50 mil exemplares, um recorde para época. Na fase editorial referida por você, a revista sofreu influência muito marcante da publicação norte americana “Life”.
Além da Fon-Fon, circularam outras publicações que tinham a fotografia como principal meio de divulgação:
Careta, Revista da Semana, Kosmos, O Malho, Avenida, Ilustração Brasileira, Rua do Ouvidor, Vida Doméstica, Seleta, Eu Sei Tudo, Para Todos, Vamos Ler, Cena Muda, Cinearte, Beira Mar, e aqui na Bahia descobrir a revista Bahia Ilustrada de 1917, com excelente qualidade gráfica impressa em Portugal.
Muito obrigada pela visita e enorme contribuição com o comentário!
O arquivo digital de imagens da revista “Life” que você citou foi uma ótima fonte de busca para meu post.
Eu queria ter falado muito mais sobre o fotojornalismo! Sou uma amante da fotografia e pretendo seguir na carreira
Poderia passar dias e dias escrevendo sobre fotografia, mas a linha editorial do nosso blog optou por passar a história do jornalismo de maneira mais sucinta e que facilite a compreensão para quem não entende do assunto, por isso faltou um pouquinho de informação…
(espero que tenha gostado dos outros conteúdos que postamos também ^^)
Ana Paula, muito boa a matéria sobre fotojornalismo, sou meio suspeita pra falar, já que gosto muito dessa área…
Hoje entendi o nome de vocês, estava lendo a “Tirania da Comunicação” e li que “jornalista” significa “analista de um dia” hahah, achei muito legal!
beijos